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CRIMINOSOS INVADEM CASA DE SHOW E MATAM 14 PESSOAS EM FORTALEZA


Criminosos invadiram festa onde estavam presentes membros de facção rival Trabalhadores vizinhos também morreram no tiroteio.


Uma chacina deixou 14 mortos em uma festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (27). Sete pessoas foram identificadas, segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa. Outras seis pessoas estão hospitalizadas, duas em estado grave.
Entre os internadas no hospital Instituto José Frota (IJF) está um menino de 12 anos, uma jovem de 19 anos, outros três adolescentes de 16 anos - sendo duas jovens -, e um de rapaz de 24 anos, ''sem risco de morte iminente'', segundo o hospital.
A suspeita inicial da polícia é que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria "Forró do Gago", próximo à BR-116, por volta da 1h30, quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, a identidade das vítimas ou se algum suspeito foi preso.

Fotos da chacina compartilhadas em redes sociais mostram 12 cadáveres no local da festa, a maioria de mulheres. O número não é confirmado pelas autoridades, que ainda investigam. "Foi uma cena brutal, um massacre, nunca havia ocorrido algo parecido [no Ceará]", disse o policial.

Em dezembro de 2017, ano em que o Ceará teve um recorde no número de homicídios, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.


Relato de sobrevivente


"Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão", disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata do texto de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.

"Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados", relato o PM

Conforme um policial militar relatou ao G1, há marcas de tiros em várias paredes da casa de shows e em veículos que estavam estacionados próximos ao local.

Buscas pelos suspeitos




Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina 

O PM  afirmou  que os policiais realizam uma força-tarefa momentos após o crime em busca dos autores. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoava a região.
O policial afirmou que não pode informar detalhes sobre as buscas ou eventual identidade dos suspeitos. Também não há confirmação se algum suspeito foi preso até a madrugada deste sábado



Moradores da área onde ocorreu uma chacina com pelo nesta madrugada, em Fortaleza, relatam que estão com medo de sair de casa "até para comprar pão". A perícia forense resgatou 14 corpos do local, mas um policial civil que esteve na ocorrência afirmou que o total de vítimas pode chegar a 18.   Um vendedor de cachorro-quente e um motorista morreram no tiroteio
Conforme os moradores da região, membros de uma facção criminosa dispararam tiros contra rivais em uma festa no Forró do Gago, na Rua Madre Teresa de Calcutá, no Bairro cajazeiras.
"Eu estava em casa me preparando para sair com minhas bebidas para vender no local que aconteceu a chacina. Aí eles apareceram atirando. Matando quem aparecesse pela frente. Eu entrei em casa e os vi atirando no motorista do Uber. O passageiro correu e os criminosos atiraram nela, mas ela, graças a Deus, escapou", disse o comerciante ainda sem acreditar.
Há marcas de bala nas paredes das casas, no local da festa e nos veículos que estavam estacionados na via. Apesar da chuva, a calçada da casa de forró ainda estava coberta de sangue na manhã deste sábado.
O comerciante afirmou também que "por muita sorte" não morreu. Ele diz que frequenta a casa de show, mas nesta atrasou nesta madrugada. "Eu fui pegar algumas bebidas na casa de um colega aqui pertinho. Quando preparava o meu carrinho de bebidas para sair de casa chegaram os bandidos armados", disse


Armamento pesado


Um morador ouvido pelo G1 afirmou também que todos estavam armados com pistolas e fuzis, usando coletes e balaclavas. Ainda segundo o morador, o tiroteio durou cerca de 40 minutos. "Parecia um filme. Vi eles atirando em quem passasse pela rua. Um dos tiros atingiu a parede da minha casa. Muito tiro e depois quando deixaram o local eles ainda cantaram uma música de uma facção criminosa e atiram para o alto", afirmou
Durante a chacina o vendedor de sanduíches Antônio José conhecido no bairro por "Marrom" estava com filho de 12 anos quando foi atingido pelos tiros. O filho ficou ferido na coxa e encaminhado para o Instituto Doutor José Doutor Frota (IJF), no Centro. A vizinha do vendedor que também não quis se identificar não se conforma com a perda do amigo que segundo ela era muito trabalhador
Seis pessoas estão internadas no hospital Instituto José Frota (IJF), entre elas, um menino de 12 anos. Uma jovem de 19 anos, outros três adolescentes de 16 anos - sendo duas jovens -, e um de rapaz de 24 anos estão internados ''sem risco de morte iminente'', segundo o hospital.
"Fico revoltada com tanta violência e o governo não fazer nada. Uma pessoa trabalhadora e do bem. Ele sempre ficava lá junto com filho vendendo lanches. Foi horrível tudo que aconteceu. Queremos que as autoridades tomem providências", desabafou


O PM ouvido pelo G1 afirmou também que os policiais realizam uma força-tarefa momentos após o crime em busca dos autores. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoa a região.

O policial afirmou que não pode informar detalhes sobre as buscas ou eventual identidade dos suspeitos. Também não há confirmação se algum suspeito foi preso até a madrugada deste sábado

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