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CAPITÃO DA PM QUE MATOU A NAMORADA É EXPULSO DA CORPORAÇÃO


PM decide por expulsão de capitão acusado de matar namorada em Teresina


Alisson Wattson da Silva Nascimento é acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Sem patente militar ele deve ser transferido para presídio comum.



Capitão da PM é acusado de matar a estudante Camilla Abreu (Foto: Reprodução / Facebook

Sabemos que essa expulsão é pouco pra quem tirou a vida uma jovem  que tinha um futuro promissor,mas serve de exemplos, pois a justiça está sendo feita.

A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) decidiu, nesta quinta-feira (8), pela expulsão do capitão Alisson Wattson da Silva Nascimento da corporação. A decisão da comissão processante da PM foi unânime. O capitão é acusado pelo o homicídio da estudante Camila Abreu, ocorrido no dia 26 de outubro de 2017 em Teresina.Por meio de nota, a PM-PI comunicou sobre a exoneração do capitão. "Foi instaurado o competente processo administrativo, decidindo a comissão processante considerar culpado Allison Nascimento, opinando pela sua demissão das fileiras da corporação", informou a PM.

Na Justiça, o capitão responde pelo homicídio da namorada, com audiência de instrução marcada para o dia 23 de fevereiro. A denúncia contra o policial militar foi feita em dezembro de 2017. O Ministério Público do Piauí (MP-PI) pediu o indiciamento do acusado por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.O processo agora segue agora para a Procuradoria Geral do Estado, passa pelo governador e em seguida para o Tribunal de Justiça, que deve confirmar a decisão. Allison Nascimento está preso no presidio militar, com a expulsão da corporação ele deverá ser transferido para uma unidade penitenciária comum.

     Jean Carlos, pai de Camilla Abreu (Foto: Junior Feitosa/ G1)


‘O sofrimento continua’, diz pai da vítima


A família da estudante acompanhava o processo administrativo do acusado na PM de perto. O pai da vítima, Jean Carlos, afirmou ao G1 que esperava sentir um alívio, mas a sensação é que essa é a primeira de muitas batalhas

“O sofrimento continua. Queremos que esse caso seja um marco para dizer que nada justifica matar uma mulher, que sirva de exemplo para que não aconteça com outras famílias o que aconteceu com a minha”, disse Jean Carlos.

O pai da estudante informou que a família conta com apoio de movimentos sociais na luta pela condenação do acusado e combate ao feminicídio.

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