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POLÍCIA INDICIA A FILHA E MAIS QUATRO SUSPEITOS POR HOMICÍDIO DOLOSO DE MATAR FAMÍLIA CARBONIZADA

A Polícia Civil indiciou nesta terça-feira (11) por homicídio doloso os cinco suspeitos de assassinar uma família no ABC Paulista, em 28 de janeiro. O casal de empresários Romuyuki e Flaviana Gonçalves e o filho adolescente deles Juan Victor foram mortos e os corpos, carbonizados.

Foto rede social Romuyuki, Flaviana e Juan

Foram indiciados a filha do casal assassinado Ana Flávia Martins Meneses Gonçalves, a namorada dela, Carina Ramos de Abreu, Juliano, Guilherme Ramos da Silva e Jonathan Fagundes Ramos.

Os investigadores chegaram a cogitar que fosse um latrocínio (roubo seguido de morte), mas depois de ouvir todos os envolvidos, decidiram que houve um homicídio. Para a Polícia Civil, o grupo planejou um roubo e, ao perceber que não havia nada de valor dentro do cofre, resolveu matar.

Apesar do formal indiciamento, o inquérito ainda não foi concluído. A polícia aguarda a chegada de laudos e quer fazer a chamada reconstituição, ou seja, uma reprodução simulada dos fatos, para definir se as versões apresentadas são compatíveis com a cena do crime.

Foto da direita pra esquerda Ana Flávia acusada de sua família Juan, Flaviana e Romuyuki
A família assassinada morava em um condomínio fechado em Santo André, também no ABC. Os três foram torturados e mortos, segundo a investigação.

A polícia disse não ter mais dúvidas de que o grupo está envolvido nos assassinatos e de que Ana Flávia e Carina planejaram o crime. Falta esclarecer, contudo, a motivação.

Foto rede social Ana Flávia e sua namorada Carina Ramos acusadas do crime monstruoso

Os crimes

Segundo a investigação, o grupo planejou roubar a casa da família em Santo André na noite do dia 27 de janeiro. Os corpos foram localizados carbonizados no porta-mala do carro das vítimas, na madrugada do dia 28 de janeiro, em São Bernardo do Campo.

De acordo com a polícia, o laudo pericial apontou que as vítimas foram mortas com golpes na cabeça, possivelmente por meio de coronhadas de uma arma de fogo.
Segundo a polícia, Jonathan comprou gasolina em um posto de combustíveis, ateou fogo no carro da família em São Bernardo e ainda ajudou na fuga da quadrilha. Ele teria usado seu veículo para dar carona ao grupo.

Veja o histórico:
  • Inicialmente Ana Flávia e Carina negaram qualquer envolvimento no caso. Mas, depois que Juliano as acusou de participação no roubo e assassinatos, elas resolveram dar um novo depoimento. Na terceira versão, confessaram o assalto, mas negaram os homicídios.
  • As namoradas moravam em outra residência.
  • Ana Flávia trabalhava com a mãe em uma loja de perfumes de Flaviana em um shopping em Santo André. Ela declarou à polícia que ganhava um salário de R$ 2 mil como consultora de vendas.
  • Carina também trabalhava. Era gerente de uma lanchonete e disse ganhar R$ 2,7 mensais.
  • Segundo os policiais, as duas estariam passando por dificuldades financeiras e acumulando dívidas.
  • Ainda de acordo com a investigação, as namoradas e os três homens investigados planejaram roubar R$ 85 mil do cofre da casa da família, que fica em um condomínio fechado em Santo André.
  • Para isso, Ana Flávia levou Juliano, Jonathan e Guilherme dentro do seu carro até a portaria e entrou no condomínio na noite de 27 de janeiro.
  • Em seguida, Carina foi a pé, passou pela mesma portaria, e entrou no imóvel.
  • Imagens de câmeras de segurança mostram o automóvel de Flaviana e a namorada dela, usando capuz, entrando no condomínio.
  • Naquele momento só estavam Romuyuki e Juan no sobrado da família. Flaviana estava trabalhando. Ana Flávia e Carina teriam entrado depois.
  • Para anunciar o assalto, segundo a investigação, os três homens invadiram a casa e simularam abordar as namoradas. Em seguida passaram a torturar pai e filho exigindo que dessem a senha do cofre.
  • Como eles não sabiam, então os bandidos resolveram esperar a chegada de Flaviana. Câmera de segurança também mostra a entrada do carro dela, um Jeep Compass.
  • Ao entrar em casa e ver a família amarrada e apanhando dos criminosos, Flaviana informou a senha do cofre. Mas não havia dinheiro lá dentro.
Como as confissões dos presos à polícia são desencontradas e cheias de divergências, ainda não é possível saber com exatidão onde a família foi morta, quem morreu primeiro e como foram os assassinatos
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newsphb  Por Bruno Tavares, TV Globo e G1 SP

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