PRESIDENTE JAIR BOLSONARO DÁ PRIORIDADE A ECONOMIA DO PAÍS E NÃO A SAÚDE DA POPULAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta quarta-feira (25/03/2020) o posicionamento do discurso em rede nacional que fez na terça, em que criticou medidas de isolamento e quarentena tomadas por governos estaduais no combate ao coronavírus.

 Foto: REUTERS/Adriano Machado

As ações de isolamento são recomendações de autoridades sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em vários estados do Brasil, os governos locais determinaram fechamento temporário do comércio, escolas e serviços não-essenciais para evitar o avanço do vírus.

Bolsonaro se justificou dizendo que o isolamento vai criar uma crise econômica e gerar desemprego, o que, segundo ele, pode levar a conflitos sociais e abalo na democracia. O presidente disse que espera que o vírus não mate ninguém, mas afirmou que outros vírus mataram e, nas palavras dele, não houve "essa comoção toda".

"O que estão fazendo no Brasil, alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos, é um crime. Eles estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo empregos. E aqueles caras que falam 'ah, a economia é menos importante do que a vida'. Cara pálida, não dissocie uma coisa de outra", afirmou o presidente a jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro disse que está conversando com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que o ministério passe a adotar a orientação de isolamento vertical.

"Conversei por alto com Mandetta ontem [terça], hoje [quarta] vamos definir essa situação. Tem que ser, não tem outra alternativa. A orientação vai ser o vertical daqui para frente. Vou conversar com ele e tomar a decisão. Não escreva que já decidi, não. Vou conversar com Mandetta", disse.

Na videoconferência com governadores do Sudeste

O presidente voltou a criticar especificamente os governadores de São Paulo, João Dória (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), que se tornaram rivais políticos do presidente.

“Alguns poucos governadores, não são todos, em especial Rio e São Paulo, estão fazendo uma demagogia barata em cima disso. Para esconder outros problemas, se colocam junto à mídia como salvadores da pátria, como o messias que vai salvar seus estados e o Brasil do caos. Fazem política o tempo todo.

A declaração foi feita antes de uma videoconferência prevista entre Bolsonaro e governadores dos estados do Sudeste – Rio, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O presidente disse que tratará de temas como a suspensão do pagamento da dívida dos estados com a União, adotado para dar fôlego financeiros aos governadores neste momento de crise.

Bolsonaro vai contra as medidas também de líderes mundias


A pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, uniu governantes e autoridades de saúde do mundo inteiro em um objetivo principal: reduzir a velocidade da transmissão e evitar assim que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados.

Praticamente todos os países que registraram casos da doença adotaram medidas de isolamento social. Mais de 100 países fecharam todas as escolas e praticamente todo o calendário esportivo mundial parou – incluindo as Olimpíadas de Tóquio.Veja abaixo as medidas de alguns líderes mundiais.
Andrew Cuomo, governador de Nova York

“Eu estive em um desses parques. Você fica achando que nada de errado está acontecendo em partes de Nova York. Você fica achando que é só mais um sábado domingo, ensolarado. Isso é um erro. Um erro, é uma falta de sensibilidade. É arrogante, autodestrutivo e é desrespeitoso com outras pessoas. Isso tem que acabar e tem que acabar agora.”

Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha

Isto é sério, Vamos levar a sério. Estou absolutamente certa de que sairemos desta crise, mas quão alto será esse sacrifício? Quantos entes queridos vamos perder? Em grande medida, temos as respostas em nossas próprias mãos – todos nós podemos agora agir de forma decisiva e juntos. Podemos aceitar as restrições atuais e permanecer juntos e apoiar um ao outro.”

Donald Trump, presidente dos EUA

“Decidimos endurecer ainda mais as diretrizes e atenuar a infecção agora, preferimos estar à frente da curva do que atrás dela, e é onde estamos. Portanto, estamos recomendando a todos os americanos, inclusive os jovens e saudáveis, que trabalhem para usar a educação domiciliar sempre que possível. Evitem reuniões de grupos com mais de 10 pessoas, evitem viagens dispensáveis, evitem comer e beber em bares, restaurantes e praças públicas de alimentação. Se todos fizerem essas mudanças ou essas críticas mudanças e sacrifícios agora, nos reuniremos como nação e evitaremos o vírus.”

Emmanuel Macron, presidente da França

“Estamos em guerra, uma guerra de saúde, é claro,. Não estamos lutando contra um exército ou uma nação, mas o inimigo está lá. Invisível, intocável, avnaçando e isso requer nossa mobilização geral .”

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